A gestão e administração de condomínios profissional é uma actividade em constante renovação, irá ser brevemente regulamentada por legislação específica e novas abordagens profissionais. Ao Gestor e Administrador de Condomínios vai ser exigido dominar várias valências e renovar permanentemente os seus conhecimentos.
Tem sido prática do mercado nos últimos anos a entrega progressiva da administração das partes comuns de edifícios em propriedade horizontal tanto a pessoas singulares quer a empresas de gestão e administração de condomínios.
Actualmente os condomínios têm, uma dimensão cada vez maior, sendo a sua gestão e administração muito complexa, essa complexidade exige do administrador profissional o perfeito conhecimento de todas as valências relevantes para a gestão do condomínio, nomeadamente a gestão jurídica (propriedade horizontal), a gestão económica e financeira do condomínio, a gestão da manutenção e conservação do edifício, a politica de seguros para o condomínio, entre outras.
Pela diversidade das questões abordadas pelo administrador na gestão do condomínio, justificam a intervenção do Estado, no sentido de ordenar o sector e exigir, dos agentes que nele actuam, garantias de idoneidade, profissionalismo e responsabilidade, não estando em análise se a regulamentação que está em discussão é ou não a melhor solução, no entanto será preferível uma regulamentação menos boa, que poderá sempre ser melhorada, a não haver regulamentação.
Não é aceitável a situação actual, sem querer ofender a susceptibilidade de ninguém, que empresas de limpeza, técnicos de contas, agentes de seguros ou até mesmo advogados, administrem condomínios no âmbito das suas actividades principais.
Tendo a gestão profissional de condomínios como principal objectivo a manutenção do desempenho físico, funcional e económico do edifício ao longo dos anos, a eficiência e a eficácia destes objectivos depende da profissionalização da actividade, da exclusividade da actividade das empresas e da constante Formação dos seus quadros técnicos ou directores.
Os agentes do sector devem abrir o debate, trocarem opiniões, fazerem perecerias, todos juntos devem colaborar no sentido de dignificar a actividade, que é ainda considerada o parente pobre da actividade imobiliária, mas pior do que isso é ser vista ainda com muita suspeição e reticências por parte do mercado.
Todos juntos em prol da actividade...
“Não há como começar, para se ver como é árduo concluir” V. HUGO ESCRITOR FRANÇÊS (1802-1885)
Miguel Oliveira da Silva Licenciado em Gestão Imobiliária (ESAI) MBA em Avaliação Imobiliária (ESAI) Pós-Graduação em Gestão e Finanças Imobiliária (ISCTE) Doutorando em Marketing e Direcção Estratégia de Empresas (UMH-Helche) Docente na ESAI (Escola Superior Actividades Imobiliárias) Formador na IMOMASTER – Consultoria, Gestão e Formação, Lda. Empresário e Director Geral da PREDITE 2
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